O ato da podolatria em geral é confundido - e inúmeras vezes mesclado - com a submissão dos adeptos de BDSM, mas a grande maioria dos podólatras não são adeptos de tais práticas.






O termo BDSM surgiu em meados do século XX para tentar agrupar numa sigla as tendências e práticas (ou pelo menos, as mais significativas) atinentes ou decorrentes do “SadoMasoquismo”. A sigla BDSM representa uma trilogia:

B vem de Bondage, que significa imobilização com cordas, correntes ou qualquer outro tipo de material ou instrumento, num contexto de sexualidade e erotismo; em outras palavras, imobilização num contexto de prazer.

D: significa Disciplina. Ou seja, disciplinar e treinar alguém que se submete.

D/S vem de Dominação/submissão, o que presupõe uma relação de domínio sobre alguém. Alguém que domina e alguém que é dominado. Esse tipo de relação constitui, justamente, o cerne da grande maioria das relações que se desenvolvem no âmbito do fenómeno Bdsm.

SM: Significa SadoMasoquismo. Ou seja, uma relação onde o foco principal consiste na interação resultante do prazer que alguém retira de infligir dor (o Sádico) e no prazer que alguém retira em que lhe seja infligida essa dor (a masoquista).

Para combater o preconceito de quem gosta de ser amarrado, praticar jogos de humilhação e poder, e chegar a se machucar para sentir e gerar prazer, a comunidade BDSM tem uma espécie de código de ética, alicerçado em três conceitos: SÃO, SEGURO e CONSENSUAL.

Seguro é ter conhecimento do que se está fazendo. Cada participante deve estar informado dos possíveis riscos, mentais e psicológicos. São é saber a diferença entre fantasia e realidade. Um consentimento consciente não pode ser dado por uma criança, ou se você está sob influência de drogas ou álcool. Consensual é respeitar os limites que cada participante impôs. Uma das maneiras mais conhecidas de manter os limites é o uso da "senha de segurança" - com a qual o submisso pode retirar o consenso a qualquer momento, com uma simples palavra ou gesto.

A Podolatria, por sua vez, é um tipo particular de fetiche cujo desejo se concentra nos pés. Ver, tocar com as mãos, lamber, cheirar ou beijar os pés de outra pessoa, entre muitos outros são atos comuns que levam o podólatra (indivíduo que tem fetiche por pés) a ter excitação e prazer sexual. Muito raramente, um podólatra pode ainda ter prazer quando os próprios pés são objeto dessas ações.

O ato da podolatria em geral é confundido - e inúmeras vezes mesclado - com a submissão dos adeptos de BDSM, mas a grande maioria dos podólatras não são adeptos de tais práticas. Como grandes exemplos de mesclagem entre a podolatria e o BDSM podemos citar, entre outros, o Foot Tickling e o Trampling.

O Foot Tickling é uma parafilia na qual os participantes obtêm excitação sexual em fazer cócegas ou sentirem cócegas nos pés. Cócegas (Tickling) nos pés podem envolver a restrição física da submissão por um dominador.Ainda no contexto de dominação e submissão, os parceiros sexuais podem concordar quanto a uma senha para sinalizar quando deve terminar o Tickling.

O Trampling é uma prática cujo prazer está em ser pisado por alguém ou em pisar outra pessoa. Trata-se de uma prática basicamente sadomasoquista na sua origem, em que o desejo por pés, se presente, não é fator central na determinação do prazer.

Estar aos pés de outra pessoa pode denotar submissão, mas, para o verdadeiro pódolatra, a submissão está em segundo plano, permeando apenas as origens do seu desejo e não a sua prática fetichista.

Grosso modo, pode-se dizer então que tudo que envolve humilhação, submissão, dominação ou amarração, com pés ou não, são práticas ligadas ao BDSM, ao passo que tudo que envolva pés em atividades como cheirar, beijar, chupar lamber, footjob (masturbação com pés), massagear (em certas situações), desde que fora do contexto de humilhação/dominação, é Podolatria.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -